
“A arte não leva à conclusão de coisa nenhuma. Ainda bem, ela é só questionamento; eu acho. Para mim mesmo, ela funciona um pouco assim, embora eu acredite que a arte seja também a construção de quem faz. Quer dizer, eu me construo através do meu trabalho. Eu penso em mim pensando nele.”
Antonio Dias
A obra Faça você mesmo: território liberdade, de 1968, é um mapa que cada um pode construir no chão com fita adesiva, sugerindo a existência de um espaço simbólico para a experimentação e a invenção. Na posição de um emblema para falar de Antonio Dias, a obra traduz o modo como esse artista se move no espaço do território da arte. No território da arte, lugar de possibilidades diversas para Antonio Dias, o artista se questiona, problematizando a linguagem da arte, numa produção de mutação constante, ancorada numa poética que se alimenta de “várias modalidades de expressão, criticando-as, apontando seus dilemas, suas promessas, sua subserviência”.
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