PROJETOS DE TERRA: Arte, ecologia e transformação social

“Não seria exagero enfatizar que a tomada de consciência ecológica futura não deverá se contentar com a preocupação com os fatores ambientais, mas deverá também ter como objeto devastações ambientais no campo social e no domínio mental. Sem transformações das mentalidades e dos hábitos coletivos haverá apenas medidas ilusórias relativas ao meio material.”

Félix Guattari

A presente pesquisa busca explorar obras, artistas e coletivos envolvidos com os desafios ambientais atuais. As fronteiras da arte se expandem continuamente, evidenciando seu engajamento com diversos campos do saber e da participação política. Além da dicotomia entre natureza e cultura, observamos práticas estéticas que visam reconstruir o equilíbrio entre ser humano e natureza, questionando simultaneamente a produção do espaço capitalista, as políticas de uso da terra e a percepção da paisagem.

Com a crise ecológica global e a necessidade de adotar uma perspectiva ecosófica na reinvenção do meio ambiente, na valorização dos meios de vida e da sensibilidade, a arte desempenha um papel fundamental na criação de imaginários políticos que desafiam as lógicas produtivistas atuais. A arte revitaliza discussões e abre espaços para experiências que demonstram a urgência de uma tomada de posição. Dessa forma, ela estimula uma consciência ambiental que, a partir do aprendizado e do conhecimento, nos capacita a compreender as necessidades do planeta e rever nossas ações. O trabalho ecológico envolve também o campo cultural, influenciando diretamente a maneira como ocupamos o mundo, nos entendemos e nos recriamos.

Muitos artistas destacam os diálogos entre arte e meio ambiente, criando espaços de colaboração e educação que contribuem para revisões sobre a produção e recepção da arte, além das práticas políticas contemporâneas. As práticas artísticas frequentemente buscam provocar fenômenos e desdobramentos que promovam uma melhor compreensão do mundo e uma possibilidade de habitá-lo de maneira mais sustentável.

Esta pesquisa pretende abrir um campo de possibilidades e aprofundamento sobre essa questão, investigando como tais práticas podem se desdobrar nos campos poéticos e políticos. O objetivo é colaborar para o desenvolvimento do pensamento artístico contemporâneo e para as práticas ecológicas e ecosóficas, através do mapeamento de artistas e coletivos que atuam nessa direção. Pretende-se criar um corpo teórico que analise e reúna esse conteúdo, oferecendo uma fonte de pesquisa para novos pesquisadores, material de apoio para a discussão sobre arte e natureza, e ampliando o papel da arte no debate público.





2022-2023

Tatyana Müller Soares

MORDER DE VOLTA

Recursos sensíveis para tempos de transição

Samuel Maria

Popó Tolentino

Imo

Imersão de criação no JACA e Serra do Rola Moça

Open Studio no Arrudas Arte e Pesquisa

Open Studio no Arrudas Arte e Pesquisa

Exposição Tudo está em tudo, na Galeria Quarto Amado

Imersão de criação Serra do Curral

Entre Jardins de Ervas Daninhas

Amanda Abreu

ZANZAR TERRITÓRIOS DE DENTRO: RETOMADA DOS MUNDOS INVISÍVEIS PELA GINGA, TERRA E SABEDORIAS DE FRESTAS.

Daiely Gonçalves

CORPO
TEMPO
TERRITÓRIO

Luiza Poeiras

Construindo olhares sobre o
movimento Zapatista:
Um sobrevoo a partir da Rota de Ixchel

Manu Lima

Terra

Murilo Caixeta

Políticas do Espaço: Arte, cidade e insurgências poéticas

2019 – 2020

Navegando pelo intricado tecido da vida, escolhas desdobram caminhos para o extraordinário, exigindo criatividade, curiosidade e coragem para uma jornada verdadeiramente gratificante.

Arte e Política na América Latina

Brígida Campbell e Bruno Vilela (org)

Ser imaginada por uma criança que
brinca descalça na rua.

Luiza Poeiras

PARA SONHAR
PAISAGENS E CONFLUÊNCIAS:
Das Pedras de Black Hills à Poeira dos Pés de Nazareth

Amanda Abreu

Luiza Poeiras, Corpo Território.

Imaginação Comum

exercicioparaaliberdade@gmail.com